Gostar de alguém é sorrir-lhe: com os lábios, o olhar, o rosto. É gostar tanto que se quer estar lá quando a pessoa está mal, permitir-lhe assim estar, e ajudá-la a sair de tal situação emocional e/ou circunstancial.
É lembrá-la frequentemente.
É desejar o seu bem-estar.
É saber que essa pessoa nos faz bem (a maioria das vezes) e quando assim não é, desculpá-la, porque é uma tonta, e “claro está,” não pode ter noção de tudo o que nos sensibiliza.
Gostar é dar mimos e recebê-los. E quanto mais se dá (se for de coração) mais se recebe – É só experimentar, e ver o efeito! O leitor promete fazê-lo?...
Gostar é desejar alegria e felicidade ao outro, mesmo quando nós não estamos bem. É chamá-lo para partilhar os nossos bons momentos.
É gostar no seu conjunto, ter a noção de que a pessoa é um todo e tem atitudes “não perfeitas,” opiniões que não coincidem ou são mesmo opostas às nossas.
É fazer cedências (com prazer), sem esforço.
Gostar não é invejar. Invejar é desejar o que é do outro, desejar retirar-lhe o que o outro tem. Falar mal dele, desejando secretamente aquilo que lhe invejamos.
Gostar não é deixar de ser o que somos para lhe agradar. Nem querer fazer o outro à imagem do que é o nosso ideal, mas antes puxá-lo para nós e deixá-lo ser o que é.
Gostar de alguém não é deixar que nos desvalorize, que nos humilhe, que se aproveite de nós e ainda se faça de vítima.
Gostar é ajudar, mas não é ser escravo de outro alguém. É antes ser amigo, companheiro; e saber dizer “não”, claro está. Quem diz sempre sim não gosta, escraviza-se, vende-se, e isso envolve mal-estar, ressentimento; o que para quem acaba por “encher o saco,” pode mover o desejo de vingança, mesmo que velada.
Dora Bicho
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