09/02/10

Algumas Respostas

Algumas Respostas





1. Aquilo que eu disser numa consulta pode vir a ser divulgado?


Não. Quem o fizer não estará a cumprir o código deontológico dos psicólogos, lesa a confiança do paciente e estará a prejudicar-se profissionalmente, pelo menos a médio e longo prazo. Afinal, quem recomenda ou volta a recorrer a um psicólogo em quem não sente confiança? O sigilo profissinal é uma das obrigações do psicólogo, actualmente salvaguardado no código deontológico dos psicólogos(“Os/as psicólogos/as têm a obrigação de assegurar a manutenção da privacidade e confidencialidade de toda a informação a respeito do seu cliente”). Noto que é possível que se partilhem casos entre profissionais do mesmo ramo, sem divulgação da identidade do cliente, quando tal se mostre relevante para a actividade profissional. O que acontece por exemplo quando um psicólogo recorre a um colega para trocar pareceres sobre determinada situação, problemática, dúvida, etc..
A confidencialidade só pode ser quebrada nos casos em que a lei a tal obriga. No entanto, em tais situações o psicólogo deve fornecer apenas a informação estritamente relevante para o assunto em questão.


2. Por ir a um psicólogo tenho de contar todos os pormenores da minha vida e do meu pensamento?


Não obrigatoriamente. Claro que se vai a uma consulta de Psicologia e pretende ser ajudado, beneficiará tanto mais quanto mais informação fidedigna fornecer. Há contudo elementos que esta ou aquela pessoa tem dificuldade em partilhar, pelo que é compreensível que nem tudo se partilhe num primeiro momento com um desconhecido. A este propósito, é de realçar que a situação de consulta deve decorrer em liberdade e num clima de confiança. O paciente deve sentir-se livre de partilhar o que lhe for possível, à medida que lhe for possível. Tudo isto dependerá do nível de confiança sentido. Não é suposto que o psicólogo venha a cobrar porque o paciente não lhe contou X ou Y. Poderá sim, interpretar o porquê de tal omissão. Que será possivelmente relevante. No caso de particular da Psicoterapia existe um tempo extra que permite que se vá progressivamente descobrindo e facultando informação adicional.


3. Quanto tempo duram as consultas e quantas consultas são necessárias?
 
Uma consulta dura à volta de 50/60 minutos, o que não é seguido ao cronómetro e depende muito do conteúdo e objectivo da consulta.
O número de consultas depende do que for acordado entre o psi e o cliente. Dependendo isto do que for benéfico para o problema em questão, dos objectivos pré-determinados, e também do desejo e disponibilidade (de tempo e monetária) do paciente.

4. As consultas de Psicologia são muito caras?

Claro que esta percepção depende da disponibilidade económica de quem as paga. Talvez se possa dizer que consultar um psicólogo pode ser uma decisão dispendiosa, mas é também um investimento pessoal.

5. Há descontos para as consultas?


Como é verificável os preços existentes no mercado variam, tal como acontece noutras profissões. Alguns profissionais fazem acordos com entidades de prestação de cuidados de saúde (para atendimento aos beneficiários de tais entidades) e com entidades laborais (para atendimento aos seus profissionais), os quais determinam preços mais reduzidos aos praticados para o público em geral.

6. O psicólogo adivinha os meus pensamentos?

Pode-se dizer que isso por vezes acontece. E quando acontece não é por ser sobredotado ou ter poderes sobrenaturais. Tem antes a ver com o hábito de observação do comportamento humano. Vem aqui a propósito notar que o psicólogo é um ser humano igual a qualquer outro. O que o distingue é a dedicação ao estudo do comportamento humano.
 














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